domingo, 29 de maio de 2022

Renunciantes

Arte de Attila Boros. Download aqui; versão completa aqui; versão completa e maior aqui.

 As Renunciantes, comhi-letziis no casta darkovano, também chamadas pelos terráqueos de Amazonas Livres, são mulheres que abdicam de suas posições sociais para se tornarem livres das opressões masculinas. São descendentes dois grupos da Era do Caos: as guerreiras da Irmandade da Espada e das sacerdotisas de Avarra que também eram curandeiras.
Vivem em Guildas espalhadas por toda Darkover. Há entre elas a prática de acabar com a própria vida quando são colocadas sob o risco de serem violentadas e não consigam dar cabo de seu inimigo. Usam os cabelos curtos (uma referência contrária ao hábito das darkovanas de jamais cortar os cabelos) e um brinco em forma de espada. Ao se tornar uma renunciante, as mulheres assumem os nomes de suas mães precedido pelo artigo "n'ha", equivalente ao nosso "de".
Os filhos homens das renunciantes devem ser enviados para serem criados pelos pais depois dos 5 anos de idade, mas isso não é uma lei e sim uma indicação. A regra diz que é aconselhado que sejam enviados nessa idade e muito mais aconselhado ainda que não vivam nas Casas da Guilda durante a puberdade. Uma vez na Guilda de Thendara os filhos das renunciantes foram mantidos na casa mesmo depois dessas idades. O experimento gerou tantos problemas que mesmo as mães apoiaram a decisão tomada na reunião entre as mulheres da casa e que criou essa regra que se espalhou por todas as Guildas. A mãe, no entanto, não é obrigada à enviar o filho para o pai se o considerar uma influência negativa. Mas ela deve escolher um tutor ou guardião para criar o menino, nesse caso.
Além dessa lei existe a Carta que rege as renunciantes juridicamente, feita entre elas e o Comyn, onde, dentre outras coisas, as renunciantes não podem falar sobre seu grupo à outras mulheres para não atraí-las. Em parte por medo de que as mulheres abandonem seus lares sabendo que têm uma opção de fuga e, em parte, pra que muitas não busquem a Guilda apenas por emoções, por motivos que não sustentem sua decisão e quebrem seu juramento com facilidade.

Irmandade Negra


Juramento das Renunciantes (tradicional)

"Deste dia em diante renuncio ao direito de casar, a não ser como companheira livre.
Nenhum homem me prenderá di catenas e não habitarei a casa de nenhum homem como uma barragana.
Juro que estou disposta a me defender pela força se for atacada pela força e que não recorrerei a nenhum homem em busca de proteção.
Deste dia em diante juro que nunca mais serei conhecida pelo nome de qualquer homem, seja ele pai, guardião, amante ou marido, mas apenas e exclusivamente como filha de minha mãe.
Deste dia em diante juro que não terei filho de nenhum homem a não ser por meu próprio prazer e no meu tempo e opção. Não terei filho de qualquer homem por casa ou herança, clã ou linhagem, orgulho ou posteridade. Juro que somente eu determinarei a criação de qualquer filho que gerar, sem consideração pelo lugar, posição ou orgulho de qualquer homem.
Deste dia em diante renuncio a fidelidade a qualquer família, clã ou casa, guardião ou suserano, presto o juramento de que só devo fidelidade às leis da terra como uma cidadã livre deve fazer, ao reino, à coroa e aos Deuses.
Não apelarei a qualquer homem por proteção, apoio ou socorro. Deverei fidelidade à minha mãe-de-juramento, às minhas irmãs na Guilda e ao meu empregador durante a duração de meu contrato.
Juro também que todas as associadas da Guilda das Amazonas Livres serão para mim, cada uma e todas, como minha mãe, minha irmã ou minha filha, nascida do mesmo sangue, e nenhuma mulher ligada por juramento à Guilda apelará a mim em vão.
Deste momento em diante juro obedecer a todas as leis da Guilda das Amazonas Livres e a qualquer ordem legítima de minha mãe-de-juramento, as associadas da Guilda ou meu líder eleito durante a duração de meu contrato.
E se trair qualquer segredo da Guilda ou quebrar meu juramento, hei de me submeter às Mães da Guilda para a disciplina que escolherem.
E se eu falhar, que se vire contra mim à mão de cada mulher, que elas me abatam como um animal e entreguem meu corpo sem sepultura à decomposição e minha alma à mercê das Deusas."

Juramento das Renunciantes (versão "A casa de Thendara")

"Deste dia em diante renuncio ao direito de casar, a não ser como uma companheira livre. Nenhum homem me prenderá di catenas e não habitarei na casa de nenhum homem como barragana.
Juro que estou disposta a me defender pela força se for atacada pela força e não recorrerei a nenhum homem em busca de proteção.
Deste dia em diante juro que nunca mais serei conhecida de novo pelo nome de qualquer homem, seja ele pai, guardião, amante ou marido, mas apenas e exclusivamente como a filha de minha mãe.
Deste dia em diante juro que não terei filho de qualquer homem, a não ser por meu próprio prazer e no meu tempo e opção. Não terei filho de qualquer homem por casa ou herança, clã ou linhagem, orgulho ou posteridade. Juro que somente eu determinarei a criação de qualquer criança que gerar, sem consideração pelo lugar, posição ou orgulho de qualquer homem.
Deste dia em diante renuncio à fidelidade a qualquer família, clã ou casa, guardião ou susserano, presto o juramento de que só devo fidelidade às leis da terra como uma cidadã livre deve fazer, ao reino, à coroa e aos Deuses.
Não apelarei a qualquer homem por proteção, apoio ou socorro. Deverei fidelidade apenas à minha mãe-de-juramento, à minhas irmãs na Guilda e ao meu empregador durante a duração do contrato.
Juro também que todas as associadas da Guilda das Amazonas Livres serão para mim, cada uma e todas, como minha mãe, minha irmã ou minha filha, nascida do mesmo sangue, e que nenhuma mulher ligada por juramento à Guilda apelará a mim em vão.
Deste momento em diante juro obedecer a todas as leis da Guilda das Amazonas Livres e a qualquer ordem legítima de minha mãe-de-juramento, as associadas da Guilda ou meu líder eleito durante a duração de meu contrato. E se trair qualquer segredo da Guilda ou quebrar meu juramento, hei de me submeter às Mães da Guilda para a disciplina que escolherem. E se eu falhar, que se vire contra mim a mão de cada mulher, que elas me abatam como a um animal e entreguem meu corpo sem sepultura à decomposição e minha alma à mercê das Deusas."

Juramento das Renunciantes (versão Terranan)

Versão criada por Jaida n'ha Sandra, usada como exemplo do juramento das renunciantes da Penta Cori'vo.

"Deste dia em diante, eu renuncio ao direito de me casar, exceto como uma companheira livre. Nenhum homem deverá me possuir e eu não serei uma amante em sua casa.
Além disso, não permitirei que um homem me prenda contra minha vontade.
Juro que estou pronta para me defender se for violentamente atacada e que não me voltarei a nenhum homem em busca de proteção.
Juro que a partir deste dia nunca jamais serei conhecida sob o nome de um homem, seja ele pai, tutor, amante ou marido, mas apenas como filha de minha mãe.
Juro que deste dia em diante não me entregarei a nenhum homem a menos que seja por meu livre-arbítrio, meu próprio desejo e no tempo que eu escolher. Nunca vou ganhar meu pão servindo como objeto de desejo para um homem, nem usarei minha sexualidade para manipular ou prender um homem.
Eu juro que a partir deste dia, eu irei dar à luz a uma criança apenas se isso acontecer para o meu próprio prazer, no meu momento escolhido e por meu livre arbítrio. Eu nunca vou dar à luz a uma criança por razões relativas à herança e sucessão, casa e clã, orgulho e fama. Eu juro que eu vou determinar isso sozinha, como e onde meu filho será gerado, e que, independentemente da posição ou orgulho de um homem, mas tendo em conta a necessidade de lhe dar o amor paternal por direito, o direito que um homem também deve ter.
Deste dia em diante, deixarei de lado todas as obrigações para com uma família, sociedade ou igreja, que exijam obediência incondicional de seus membros, para que não acabem comigo e me impeçam de lutar onde minha consciência me comanda. Ou a fim de mudar as leis que causam danos a muitos seres vivos.
Não vou reivindicar nenhum homem para me proteger, nutrir ou me ajudar. Só tenho um dever de lealdade à minha mãe da Guilda, meus amigos de confiança e meu empregador, enquanto meu contrato de emprego durar.
Cada Amazona Livre deve ser como minha mãe, minha irmã ou minha filha, nascida do mesmo sangue que eu e nenhuma mulher procurando seriamente minha ajuda deverá se voltar para mim em vão.
Juro que, a partir deste momento, só irei obedecer às leis da minha consciência e do espírito divino, aos comandos legítimos da minha Guilda, aos meus verdadeiros mestres e ao meu líder escolhido. Não permitirei que um homem me julgue ou escolha o caminho que minha vida deve seguir. Sempre estarei alerta para frustrar qualquer tentativa de me controlar ou ganhar poder sobre mim, também tentarei ser sempre honesta e honrada em minhas relações com todos os outros seres.
Se eu não respeitar meu juramento, então me submeterei à punição que minhas irmãs me impuserem, e se eu não fizer isso, então a mão de toda mulher se levantará contra mim, e eu posso permanecer bravamente no juízo final e no Ser misericordioso da deusa."

Guildas

Abaixo as Guildas mencionadas.

Guilda de Arilinn
Guilda de Braemore- aparece no conto "O resgate"
Guilda de Caer Donn- aparece no conto "Recrutas"
Guilda de Delereuth
Guilda de Elhalyn- aparece no conto "Um tipo diferente de coragem"
Guilda de Fendale- aparece no conto "O resgate"
Guilda de Helmscrag- aparece no conto "Um tipo diferente de coragem"
Guilda de Nevarsin
Guilda de Neskaya
Guilda de Port Chicago
Guilda de Serrais- aparece no conto "Seu próprio sangue"
Guilda de Singing Waters (Águas Cantantes)- aparece no conto "Lição prática"
Guilda de Temora
Guilda de Thendara- talvez a mais famosa delas
Penta Cori'vo (Sociedade da Ponte)- dentro da Cidade Comercial dos terranans em Thendara.

 

 

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