Também chamada de "coroada em chamas", "criança do fogo", "cabeleira flamejante", "acorrentada em ouro", Sharra é a deusa Hali'imyn da forja e dos incêndios.
É descrita como uma bela mulher de fogo, ou dourada e cercada por ele, e acorrentada.
Seu culto, mais centralizado nas montanhas, é proibido em Darkover no que pareceu ter sido liderado pelos Hastur e os Alton. Essa proibição aconteceu pelo perigo, afinal Sharra é uma força difícil de controlar, muitas vezes tomando o controle sobre seu possuidor. Além disso, em algum momento, o culto à Sharra envolveu o sacrifício humano. Na verdade, o culto à Sharra sempre foi muito nebuloso. Outra coisa não muito clara é a razão pela qual Aldones e Sharra são inimigos naturais. Talvez seja por Aldones ser uma divindade do fogo benéfico enquanto Sharra é o descontrole do fogo. Se esse for o caso, é uma associação mais recente, quase uma disputa por esse status entre eles, considerando que o culto à Sharra nem sempre foi perigoso ou temido. Essa teoria de uma possível disputa pode se confirmar com a própria lenda que diz que Aldones foi quem acorrentou Sharra, daí suas correntes serem douradas como a luz das chamas de velas, o fogo benéfico do lar.
O que se sabe com certeza é que seus mais leais súditos são o povo da forja que usavam algum tipo de amuleto para canalizar a energia da divindade. Com ajuda de Sharra, podia-se conseguir os preciosos e raros metais do interior do planeta. Talvez por essa utilidade e porque, bem, Darkover é um planeta gelado onde a demanda por calor é obviamente alta, no passado o culto à Sharra era amplamente praticado.
Provavelmente causada pelos momentos no passado em que os fogos dela fugiram ao controle e causaram grandes incêndios, existe uma lenda que diz que se Sharra quebrar suas correntes o mundo explodirá em chamas. É possível que o costume de acorrentar as mulheres depois da menarca nas Cidades Secas tenha sido influenciado por essa lenda. Melitta Storn recorre à Sharra para salvar seu lar e promete restaurar os altares, imagens, forjas e centros de culto à divindade, além de permitir que o povo da forja voltasse às suas antigas aldeias onde também cultuavam a divindade sem que nenhum mal ou proibição de culto fosse feita. Com ajuda da adoração do povo da forja, Loran, de Desideria (como Guardiã) e Dan (como pólo do poder de Sharra) consegue despertar a divindade e vencer os inimigos que haviam tomado o castelo.
Anos depois, sob comando de Kadarin, Lew ajuda a despertar Sharra que assume o controle se firmando nas incertesas dele. O resultado disso é a completa destruição da cidade de Caer Donn, a morte de sua esposa Marjorie Scott (guardiã no círculo de Sharra), a perda de uma mão do próprio Lew e sua ligação completa com a própria divindade através da matriz de Sharra.
O evento fica conhecido na história como a Rebelião de Sharra.
Mais tarde, Kadarin reúne Dyan e Thyra para formar uma espécie de pequeno círculo improvisado para tomar o poder. Regis, Lew e Callina usam a espada de Aldones, outra matriz lendária, para enfrentar e deter o trio. O controle de Dyan vacila um pouco durante a batalha com lembranças de sua forte amizade com o pai de Lew, Kennard. Derrotados, Dyan, Thyra e Kadarin morrem. Pelo que se pode perceber, qualquer oscilação no autocontrole permite que Sharra tome o controle e cause o caos, matando, quase sempre, seus pólos de poder ou guardiões.
As descrições sobre Sharra, seu poder e atribuições, me lembram a divindade havaiana Pele.


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